4 de novembro de 2009

Script errado




Às vezes eu queria que a vida fosse um filme romântico clichê. Que todos fôssemos horríveis e fúteis, mas ao conhecer a pessoa certa nos tornássemos pessoas maravilhosas e cheias de luz. Mas parece que os atores não gostam de seguir o roteiro. Pelo menos, não o meu.


Desde pequena eu me imagino produzindo todo tipo de coisa. Quando assistia MTV, videoclipes. Quando assistia musicais, um espetáculo da Broadway. Quando assistia um filme de ação, então, minha imaginação corria solta! Eu pensava em cada cena, em cada golpe, em cada carro se espatifando... Hoje em dia eu ainda assisto dezenas de videoclipes, alguns musicais (porque a maioria me dá sono) e não sou chegada em filmes de ação que não tenham o Tom Cruise ou o Vin Diesel. Mas a minha vontade de dirigir um filme só aumentou. Como quero cursar cinema em Brasília, e não em Recife, vou acabar tendo que esperar um tempo pra poder dirigir alguma coisa realmente "assistível". Então, seria pedir demais ter o controle da minha própria vida? Será preciso que o meu elenco não vai coperar? Terei que chamar novos redatores? Não. E sabe por quê? Porque viver não é como estar em um filme. A arte imita a vida, e não o contrário. O que a gente vê ali é pura fantasia, pra gerar sonhos que fazem a gente continuar.
O meu roteiro, que originalmente era uma comédia romântica, às vezes é suspense, muitas vezes vira aventura pela minha falta de juízo, e em outros momentos (vários) de desajuste emocional da minha pessoa, vira um drama europeu. Sim, o meu roteiro. Contradizendo tudo o que eu disse, muitas vezes eu vejo, sim, a vida como um filme. Escuto os gritos de "Corta!" de muita gente mas só paro quando sinto que a tomada realmente ficou um lixo. "Take 2!", eu grito. E sempre que posso, revejo os erros de gravação.
Mas deixa eu te dizer que isso aqui tá mais pra novela mexicana do que pra sucesso de bilheteria.



Texto que eu comecei anteontem no fotolog. Obrigada a quem leu lá, curtiu e me encorajou a terminá-lo :)

6 arranhões:

Garota em Apuros disse...

Beatriz! Que bom que a sua vida tem segundo take! Na minha vida, se erro, não ganho outro take não! Tenho até outros planos para a mesma cena, mas eles têm que respeitar a droga da continuidade! Daí, se errei no primeiro plano, tenho de seguir errando em todos os outros planos para que o filme da minha vida monte! Só me resta mesmo esperar que o Roteirista tenha sido bonzinho e escrito a cena seguinte com mais acertos para o meu persongem!

Por que você não tenta fazer cinema em São Paulo ou no Rio? O mercado é muito maior!

Loh Toledo disse...

Oi Beatriz!

como sempre tudo linfo aqui né! amei seu texto, como vc mesma disse, pena que na vida real não é a mesma coisa que um filme né, não podemos ficar tentando até tudo ficar perfeito!

mas olha boa sorte nessa carreira que vc quer seguir, tenho certeza que vc terá grandes realizações!

bejos

;*

●๋• тнαi иαรciмєитσ disse...

Aaha, A - D - O - R - E - I !
ficou super interessante! Eu já quis q a minha vida fosse um filme tb, na verdade, a mistura de vários. Mas ach q isso tiraria a graça da vida, naum? de termos emoções novas, de n podermos controlar..

:*

Manoel Leonam disse...

eu também gostaria, mas só para poder dar pause em alguns momentos, acelerar outros e reprisar alguns outros.

Fabiana Folly disse...

Oi Beatriz, retribuindo o comentário.
Adorei seu texto, já fui assim acelerada como você, hoje estou mais calma...rsrsrs.
Seguindo o blog, pois adorei seu estilo de escrever.
Beijos!

Helen Karoline disse...

A também vejo minha vida com um filme, mas depois também acordo e vejo que o meu filme ta mais pra uma novelinha mexicana, mas ainda sim ela é estraordinaria.
Adorei o texto, e essa coisa de take 2, a como eu queria um desses.
Mto bom o texto, beijos gatita :*